Me fez bem ficar sozinha
Escutar minha barriga
e outras vozes que emudeço
pra não pirar de overtripa.
…meu Peter Pan revoltado,
inconsolável.
Tornei-me repugnantemente comedida.
Meus olhos pesam
mas me fez estranhamente bem
ficar sozinha
e escutar o meu estranhamento.
Futuquei, anotei, quase senti o cheiro
da umidade do ar condicionado no colegial,
quase vi o cinza dos moletons da Minnie no ginásio.
Ah, os cadernos e suas capas
ah, suas contra-capas
ah, minha vida agora despautada…
Acordei do sonho no meio da queda
e desacordei aqui agora
infinitamente aqui
claustrofobicamente agora
respirando fundo e lutando
pra encarar um borek.
fabio costa
December 27, 2010 at 05:28
vejo que o desconsOslo tá em alta, pelo menos frente aos brancos (neve, memória, papel, silêncio, convivência). aqui, apesar do up do bahia, a vida segue vagarosa, embora bem mais ruidosa.
deu uma puta saudade do metro e meio mais desaforado e genial que conheço. nada de natal ou reveião. acho que seu olhar insolente no profaile do feicebuque me lançou o desafio de tb revisitar minhas tripas, meu silêncio.
estranhamento, entranhamento: dá no mesmo, you got it. talvez por isso rambô tenha preferido vazar e lidar com outra munição…
…mas volta e meia futuca-se alguma coisa.
que bom.
mariah
June 16, 2011 at 16:16
Oi, Martineli!
Fiquei muito feliz de receber sua mensagem em meu Blog, estou retornando e gostei muito
das suas poesias e do seu Blog.Parabéns! Vamostorcando idéias, riscos e rabiscos.
beijão,
mariah mariah-tintasversos/mente-corpocura
Mariah
October 3, 2011 at 16:00
Oi, linda!!!!!!!!
correção ainda que com atraso da frase acima “Vamos trocando idéias, riscos e rabiscos…
E essa eu deixo pra você do meu livro “Intimidade”
ESCRAVIDÃO
A nau perdida no mar revolto,
trazia almas no seu bojo tosco,
chorando a dor dos seus tristes ais.
Princesas negras de altivo porte,
roubadas a esmo como animais.
A dor no peito pela violação,
agrilhoando os braços e o coração
tão condenadas só pela cor
como um pecado da Criação.